O Museu do Louvre, o mais visitado do mundo, que fica em Paris, terá ingressos mais caros para não-europeus. A entrada de outros pontos turísticos da França também devem ter o preço reajustado – como o Palácio de Versalhes, na Grande Paris, e o Castelo de Chambord, no Vale do Loire.
Em uma medida que reacendeu debates sobre acesso à cultura e ao turismo internacional, o Museu do Louvre, o mais visitado do mundo, anunciou um reajuste significativo nos valores de ingressos para visitantes de países fora do Espaço Econômico Europeu (EEE). Outros patrimônios franceses, como o Palácio de Versalhes, também podem ter mudanças na tarifa.
A partir de 14 de janeiro de 2026, turistas não-europeus deverão pagar tarifas de 32 euros para entrar no museu parisiense – o que representa um aumento de 45% no preço do ingresso. No começo de 2024, o bilhete já havia passado de 17 euros para 22 euros (preço em vigência atualmente).
A decisão foi tomada na semana passada pelo Conselho de Administração do Louvre. Os cidadãos da União Europeia ou residentes no EEE continuarão pagando os valores vigentes.
Quase 9 Milhões de Visitantes em Um Ano
O Louvre registrou quase 9 milhões de visitantes em 2024, sendo cerca de 69% estrangeiros. Entre as nacionalidades mais representadas, estão os norte-americanos e chineses.
Para os brasileiros, o novo valor representa acréscimo de 10 euros — o que, em conversão aproximada, passa dos 60 reais. O aumento para a entrada em Versalhes não foi confirmado até a publicação deste artigo.
A imprensa francesa informou que deve haver reajuste para turistas estrangeiros (não-europeus) também no Castelo de Chambord, do Vale do Loire, e na Ópera de Paris e na Saint-Chapelle, ambos na capital francesas.
Crise e Necessidade de Reforma do Museu do Louvre
O principal argumento para o aumento no valor dos ingressos no Museu Louvre é a necessidade de arrecadar recursos para obras de infraestrutura, melhorias de segurança e modernização do museu. Os cálculos iniciais indicam que a nova tarifa deverá render de 15 milhões a 20 milhões de euros por ano.
Os funcionários já vinham reclamando das condições do museu, mas o roubo notório ocorrido em outubro trouxe à tona a fragilidade da vigilância e a urgência de reforço. Na ocasião, criminosos invadiram a Galeria de Apolo e, em menos de dez minutos, roubaram oito joias da Coroa. O governo federal disse que o valor das peças é “inestimável”.
Apesar dos problemas no museu, o aumento na tarifa suscitou críticas imediatas de sindicatos e representantes de trabalhadores da Cultura. Para esses grupos, a medida representa uma forma de discriminação tarifária, que vai na contramão da ideia de museu como espaço de acesso universal à cultura.
“O argumento da reabilitação do edifício para justificar a destruição de dois séculos de universalismo no Louvre não nos convence”, divulgou o sindicato SUD.
Críticos também questionam a lógica de que visitantes não-europeus arcarem sozinhos com o custo da manutenção de patrimônios públicos, em uma inversão da lógica tradicional de financiamento desses espaços, normalmente garantido por aportes públicos e impostos internos.
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