A Lufthansa mira crescimento no Brasil e coloca a Embraer no centro da conversa sobre competitividade e renovação de frota. Em São Paulo, Carsten Spohr, CEO da empresa alemã reforçou que o país “deixou de ser apenas relevante” e subiu de patamar na estratégia do grupo.
A companhia quer crescer, mas reconhece o gargalo global de aeronaves. Segundo Spohr, novas rotas dependem de capacidade real e não virão à custa de cortes em mercados consolidados. Ele citou Fortaleza e Recife como destinos em avaliação, porém com horizonte mais realista a partir de 2027, quando a frota permitir avanços. Assim, São Paulo (voa de Frankfurt e Munich) e Rio (Frankfurt) seguem como pilares imediatos.
“O Brasil é um dos nossos mercados mais importantes na América Latina e sua relevância está aumentando”. Além disso, ele confirmou uma visita à fabricante brasileira para acompanhar novos desenvolvimentos.
Spohr defendeu uma “terceira força” para dinamizar a indústria e baixar custos no longo prazo. “A Embraer é forte o suficiente para competir com a Airbus e a Boeing”, afirmou. O grupo hoje opera E-Jets de primeira geração em subsidiárias como a Austrian e a Air Dolomiti. No entanto, a nova Lufthansa City escolheu o A220 na última leva de narrowbodies, deixando a porta aberta para futuras discussões.
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A Lufthansa mantém foco em hubs globais. O desenho prioriza Frankfurt, Munique, Zurique e Roma, ampliando janelas de conexão para brasileiros com destino à Europa, África e Ásia. A integração com a ITA Airways adiciona alcance no Mediterrâneo e reforça o papel de Fiumicino. Além disso, o grupo trabalha metas de desempenho e simplificação para ganhar eficiência em 2026, segundo comunicados recentes.
A companhia quer mais voos e produto melhor, mas só abre novas frentes quando a frota permitir. Nesse meio-tempo, fortalece o que já funciona. Frequências estáveis, conexões mais elásticas e coordenação com parceiras mantêm o Brasil no radar de expansão.
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No curto prazo, a Lufthansa seguirá otimizando hubs e melhorando a experiência do cliente. No médio prazo, o crescimento depende de entregas de aeronaves, parcerias locais e maturação de demanda no Nordeste. Fortaleza e Recife figuram na lista por conectividade, turismo e carga. Porém, a decisão final pedirá avião disponível e modelo de receita sustentável.
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