A KLM informou que segue operando com capacidade limitada em Schiphol, agora pressionada não apenas pelo clima de inverno persistente, mas também pela escassez de fluido de degelo, o que tem atrasado a normalização dos voos e ampliado o impacto para passageiros realocados apenas para os próximos dias.
As condições severas de inverno continuam impactando de forma expressiva a operação aérea no Aeroporto de Schiphol, em Amsterdã. Desde a última sexta-feira, 2 de janeiro, a KLM cancelou centenas de voos de chegada e partida, em meio a uma combinação de mau tempo persistente, limitações operacionais e dificuldades na cadeia de suprimentos essenciais para a operação em clima frio. A previsão indica que as condições meteorológicas adversas devem se estender pelos próximos dias, mantendo o cenário de instabilidade.
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Escassez de fluido anticongelante agrava a situação operacional
Um dos principais fatores que têm pressionado a operação da KLM em Schiphol é a redução dos estoques de fluido de degelo (de-icing). A companhia vem realizando o procedimento de degelo de aeronaves de forma ininterrupta desde o início do episódio climático, utilizando fluido entregue diariamente ao aeroporto. No entanto, uma combinação de condições climáticas extremas e atrasos por parte do fornecedor levou a níveis críticos de estoque.
O fornecedor do fluido, localizado na Alemanha, enfrenta dificuldades para garantir a reposição dentro dos prazos habituais. Segundo a KLM, esse problema não se restringe à Holanda, mas afeta diversos aeroportos europeus. Diante desse cenário, a companhia passou a adotar medidas adicionais para tentar manter o abastecimento, incluindo a retirada direta do produto em território alemão.
Alto consumo diário e operação contínua de degelo
A KLM é responsável pelo degelo da maior parte das aeronaves que operam em Schiphol. Segundo a companhia, mais de 100 funcionários integram as equipes dedicadas exclusivamente a essa atividade. Nos últimos dias, o consumo médio chegou a aproximadamente 85 mil litros de fluido por dia, um volume considerado elevado mesmo para períodos de inverno intenso.
O processo de degelo utiliza uma mistura de água aquecida e glicol e é obrigatório antes de qualquer decolagem, uma vez que a presença de gelo ou neve na aeronave compromete diretamente a segurança do voo. Para dar conta da demanda, a KLM mantém uma frota de 25 caminhões de degelo, que vêm operando de forma contínua desde sexta-feira.
Capacidade reduzida e realocação de passageiros ao longo da semana
As limitações impostas pelo clima e pela logística de degelo reduziram drasticamente a capacidade operacional da companhia. Como consequência, a KLM afirma não conseguir operar uma parte relevante de seus voos e tampouco atender às expectativas habituais dos passageiros, que normalmente seriam reacomodados em voos alternativos poucas horas após um cancelamento.
Diante da persistência das condições adversas e da operação limitada, alguns passageiros estão sendo realocados para voos apenas nos próximos dias, ao longo da semana. Essa mudança no padrão de atendimento tem gerado dúvidas e insatisfação entre os clientes afetados.
Atendimento sobrecarregado e atrasos no suporte aos clientes
O elevado número de cancelamentos e remarcações também sobrecarregou os canais de atendimento da companhia. Equipes em solo e nos centros de atendimento telefônico seguem operando com alto volume de demandas, o que tem resultado em tempos de espera mais longos do que o habitual. A KLM reconhece a dificuldade em responder rapidamente a todos os passageiros impactados, em um contexto de recursos operacionais limitados.
Cenário segue incerto nos próximos dias
Com a previsão de continuidade do inverno rigoroso e a instabilidade no fornecimento de fluido de degelo, a expectativa é de que as operações em Schiphol sigam sob pressão no curto prazo. A situação expõe não apenas a vulnerabilidade da malha aérea a eventos climáticos extremos, mas também a dependência crítica de insumos logísticos específicos para a manutenção da segurança operacional durante o inverno europeu.
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