Com foco em segurança operacional, planejamento técnico e ampliação da capacidade dos terminais regionais, o governo federal direcionou R$ 389,4 milhões para aeroportos da região Sul, incluindo recursos para estudos, instalação de estações meteorológicas e obras de infraestrutura.
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou um pacote de R$ 389,4 milhões destinado à infraestrutura aeroportuária da Região Sul. Os recursos serão aplicados em estudos técnicos, projetos básicos, instalação de estações meteorológicas e obras de melhoria em aeroportos regionais, com foco na ampliação da capacidade operacional e no aumento da segurança das operações aéreas.
O investimento faz parte da política federal de fortalecimento da aviação regional, voltada especialmente a terminais localizados fora dos grandes centros urbanos, que dependem de recursos públicos para modernização e manutenção da infraestrutura.
Estudos e projetos viabilizam futuras obras
Uma parcela de aproximadamente R$ 8 milhões será direcionada à elaboração de estudos e projetos básicos nos aeroportos de Chapecó, em Santa Catarina, e Guarapuava e Toledo, no Paraná. Essa etapa técnica é considerada essencial para o planejamento de intervenções estruturais futuras, uma vez que define escopo, viabilidade e custos das obras.
Sem esses projetos, os aeroportos ficam impedidos de acessar recursos para execução de melhorias de maior porte, como ampliação de pistas, pátios ou terminais de passageiros.
Estações meteorológicas reforçam a segurança operacional
Outros R$ 14,4 milhões estão reservados para a instalação de estações meteorológicas nos aeroportos de Blumenau (SC), Arapongas (PR) e Francisco Beltrão (PR). Os equipamentos fornecem dados climáticos em tempo real, fundamentais para a tomada de decisão de pilotos e controladores, especialmente em aeroportos regionais com menor infraestrutura de navegação aérea.
A iniciativa busca reduzir riscos operacionais e aumentar a regularidade dos voos, um dos principais desafios da aviação regional brasileira.
Recursos para obras em aeroportos do Paraná
O pacote inclui ainda reforço orçamentário para obras de melhoria da infraestrutura nos aeroportos de Cascavel (PR) e Toledo (PR). Embora o MPor não tenha detalhado quais intervenções serão realizadas em cada terminal, o objetivo é ampliar a capacidade operacional e adequar os aeroportos às demandas atuais da aviação comercial e geral.
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Governo destaca impacto regional
Ao comentar o anúncio, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que os investimentos priorizam regiões onde a infraestrutura aeroportuária é considerada estratégica para o desenvolvimento regional.
“Estamos ampliando a infraestrutura onde ela é essencial para o desenvolvimento regional, garantindo mais segurança, eficiência e acesso ao transporte aéreo. Esse é um reforço estratégico para os aeroportos regionais”, afirmou o ministro.
Já o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, destacou que as ações têm impacto direto na conectividade aérea e na economia local, ao facilitar o deslocamento de pessoas e cargas.
“Esses investimentos fortalecem a aviação regional, melhoram a operação dos aeroportos e aproximam as pessoas, impulsionando a economia local”, disse.
Carteira nacional prevê mais de R$ 1,8 bilhão
Além dos recursos destinados à região Sul, o Ministério de Portos e Aeroportos estruturou uma carteira nacional de investimentos que soma mais de R$ 1,8 bilhão para os próximos dois anos. O planejamento reúne tanto obras já definidas quanto recursos destinados a aeroportos que ainda passarão pela fase de estudos e projetos.
O novo ciclo inclui 34 empreendimentos em 31 aeroportos, distribuídos por 16 estados. A carteira está organizada em três frentes: projetos com obras prontas para execução, que concentram R$ 531 milhões; novos projetos prioritários a serem iniciados a partir de 2026, com mais de R$ 1 bilhão; e intervenções em regiões remotas e na Amazônia Legal, que somam cerca de R$ 250 milhões.
Segundo o MPor, a estratégia de concentrar investimentos na fase de projetos técnicos busca acelerar a execução das obras e reduzir gargalos históricos na modernização da infraestrutura aeroportuária regional.
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