O governo de Javier Milei iniciou negociações para a venda de 51% das ações da Aerolíneas Argentinas, avançando em um modelo de privatização parcial que prevê a entrada de capital privado sem que o Estado perca totalmente o controle da companhia aérea.
Como será a venda de 51% da Aerolíneas
O plano em discussão envolve a transferência de 51% das ações da Aerolíneas Argentinas para investidores privado e o governo mantém 49%, o que configura uma estrutura de capital misto, mas com controle decisório deslocado para o novo bloco majoritário. A operação se insere na estratégia de Milei de reduzir a presença direta do Estado em empresas consideradas passíveis de privatização.
Ainda de acordo com fontes citadas na Casa Rosada, as conversas incluem grupos privados da América Latina e possivelmente companhias aéreas estrangeiras interessadas no mercado argentino.
Além disso, a modelagem prevê salvaguardas regulatórias para garantir a continuidade de rotas estratégicas e algum nível de supervisão estatal. O desenho final depende de aprovação política e de ajustes legais, já que o tema envolve legislação específica sobre empresas estatais.
Contexto da privatização da Aerolíneas
A Aerolíneas Argentinas já estava na mira de Milei desde a campanha presidencial, quando o então candidato prometeu a venda de estatais deficitárias. Em 2024, um decreto classificou a companhia como “sujeita à privatização”, abrindo caminho para mudanças profundas em sua estrutura. Paralelamente, o governo promoveu cortes de custos, com redução de pessoal, fechamento de agências físicas e enxugamento da operação.
Essas medidas resultaram em melhora relevante nos números financeiros da empresa. Em 2024, a Aerolíneas registrou, pela primeira vez desde a renacionalização, superávit operacional e financeiro, sem necessidade de subsídios diretos do Tesouro. Ainda assim, o governo argumenta que a privatização parcial é necessária para reduzir o papel do Estado como empresário e aumentar a eficiência de longo prazo.
O que muda para o mercado aéreo argentino
A venda de 51% das ações da Aerolíneas se conecta a um pacote mais amplo de desregulamentação do setor aéreo na Argentina. O governo Milei já flexibilizou regras para permitir maior entrada de competidores, inclusive com tripulações e aeronaves estrangeiras e mais liberdade tarifária. Dessa forma, o mercado tende a ficar mais competitivo, com impacto em preços, oferta de rotas e acordos de codeshare com outras companhias.
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Para passageiros e programas de fidelidade parceiros, eventuais mudanças de gestão podem trazer ajustes em malha, frequências e acordos internacionais. No entanto, qualquer alteração mais profunda deverá ocorrer de forma gradual, devido a regulações de segurança e a contratos já em vigor.
Em síntese, a negociação pela venda de 51% da Aerolíneas Argentinas marca um novo capítulo na relação do Estado argentino com sua companhia aérea de bandeira.
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