A GOL solicitou slots para operar voos em Paris e Nova York, dois dos aeroportos mais disputados do mundo. A iniciativa ocorre enquanto a companhia avalia novas rotas internacionais e a utilização de aeronaves de longo alcance previstas para chegar a partir de 2026.
GOL solicita slots em Paris e Nova York
A GOL Linhas Aéreas deu mais um passo na avaliação de uma possível retomada de voos de longa distância. Segundo informações obtidas pelo site Melhores Destinos, a companhia solicitou slots — autorizações para pousos e decolagens — nos aeroportos de Paris Charles de Gaulle (CDG) e Nova York John F. Kennedy (JFK), dois dos terminais mais disputados do mundo.
Os pedidos ainda dependem de aprovação das autoridades aeroportuárias e, por ora, não significam a confirmação das rotas. Ainda assim, a informação dá força às discussões sobre uma mudança relevante no posicionamento internacional da companhia a partir de 2026.
Outros aeroportos também na mira da GOL
De acordo com fontes ouvidas pelo Melhores Destinos, a GOL não se limitou apenas a Paris e Nova York. A empresa teria solicitado slots para esses aeroportos e para “muitos outros”, indicando que a companhia avalia diferentes cenários antes de tomar uma decisão final sobre sua malha de longa distância.
No mês passado, a GOL já havia recebido autorização para operar cinco voos semanais para o Porto, em Portugal, durante a temporada de verão europeu de 2026 — período que, segundo a definição da IATA, vai do fim de março ao fim de outubro. Por outro lado, pedidos semelhantes para Lisboa e Londres (Heathrow) foram negados, reflexo da forte saturação desses aeroportos.
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Charles de Gaulle e John F. Kennedy
Paris Charles de Gaulle e Nova York JFK estão entre os aeroportos mais congestionados do mundo. A disputa por slots é intensa, especialmente para companhias consideradas “entrantes” em rotas de longa distância, como é o caso da GOL.
Além disso, até o momento, não há registros públicos dos pedidos da companhia nos sistemas das administrações aeroportuárias francesa e norte-americana. Isso reforça o caráter preliminar das solicitações e a possibilidade de rejeição ou até mesmo desistência por parte da própria empresa.
Frota widebody e chegada dos Airbus A330neo
A eventual entrada da GOL em rotas transatlânticas está diretamente ligada à ampliação da frota do Grupo Abra, seu acionista controlador. Em outubro, o grupo anunciou acordos de leasing envolvendo aeronaves Airbus A330-900neo, modelo de fuselagem larga e alcance intercontinental, considerado adequado para voos entre o Brasil, a Europa e os Estados Unidos.
Segundo comunicado da própria companhia:
“Como parte da estratégia de expansão da frota do seu acionista controlador, Abra Group Limited, a Companhia celebrou acordos de leasing operacional com a Avolon Aerospace Leasing Limited, para o leasing de 5 aeronaves Airbus A330-900neo, com entregas programadas para 2026, e assinou uma Carta de Intenção com o Arrendador para até 2 aeronaves Airbus A330-900neo adicionais”.
O acordo foi firmado com a Avolon, mesma arrendadora que atualmente fornece aeronaves do modelo à Azul. O entendimento do mercado é que parte desses aviões possa ser transferida para a GOL, enquanto a Azul receberia A330-200 provenientes da ITA Airways.
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De onde partiriam os voos no Brasil
A definição dos aeroportos de origem no Brasil ainda está em estudo. Guarulhos (São Paulo) aparece como uma opção natural, mas o Galeão (Rio de Janeiro) também ganha força. A GOL vem ampliando sua presença no aeroporto carioca, que é visto internamente como um potencial hub internacional para futuras operações de longo curso.
Internacionalização da GOL
Atualmente, a GOL concentra seus voos internacionais em destinos da América do Sul e em rotas de médio alcance, como os voos para Orlando, operados com aeronaves Boeing 737 MAX 8. A introdução de widebodies permitiria à companhia disputar mercados hoje dominados por grandes grupos, como LATAM, Air France-KLM e American Airlines.
A GOL afirmou que avalia continuamente oportunidades de expansão de sua malha regional, nacional e internacional, mas destacou que, até o momento, não há confirmação de novas rotas além das já anunciadas.
Se confirmadas, as operações para Paris, Nova York e Porto marcariam uma mudança de extrema importância no perfil da companhia e um novo capítulo na estratégia internacional do Grupo Abra, ainda em fase de avaliação e ajustes.
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