Lugares mais exóticos do mundo: o nosso planeta abriga destinos onde as leis e a geografia desafiam a lógica, desde a cratera no Turcomenistão, em chamas há 55 anos, até Longyearbyen, na Noruega, onde morrer é proibido por decreto. No Japão, a Ilha dos Gatos enfrenta a extinção iminente, enquanto na Austrália, os moradores de Coober Pedy vivem no subsolo para escapar do calor extremo. Conheça as histórias fascinantes desses que são quatro dos lugares mais exóticos do mundo.
O nosso planeta abriga esquinas onde até as leis da física podem duvidar de si mesmas. Imagine um lugar onde há uma “porta do inferno” pegando fogo ininterruptamente há mais de 50 anos, uma ilha fadada à extinção, um lugar onde é proibido morrer ou outros tantos onde o calor é tão insuportável que é preciso viver em cidades subterrâneas.
Pois é, o mundo é mesmo um mar de lugares infinitos. Neste artigo vamos te contar tudo sobre estes quatro destinos exóticos que carregam histórias curiosas e grandes ensinamentos à humanidade.
A Porta do Inferno do Turcomenistão
Com 69 metros de largura e 30 metros de profundidade, a Cratera de Darvaza nasceu de um erro soviético em 1971 – ou pelo menos, é o que dizem os boatos. A versão sobre o que teria originado a cratera de fogo é a de que a União Soviética havia perfurado o local, no deserto de Karakum, no Turcomenistão, para encontrar petróleo.
No entanto, se depararam com uma reserva de gás metano que fez com que a terra desmoronasse. Para que o gás não se espalhasse pela vizinhança, eles teriam colocado fogo acreditando que ele se apagaria em duas semanas. Porém, 55 anos se passaram e ela está lá até hoje.
O fogo é alimentado por reservas gigantescas de gás natural subterrâneo. À noite, o brilho alaranjado pode ser visto a quilômetros de distância no deserto negro, criando um cenário apocalíptico. O governo do país já quis apagá-lo antes, mas até agora não conseguiu bolar um plano que seja seguro e eficaz.
O lugar onde é proibido morrer na Noruega

Longyearbyen, o lugar onde é proibido morrer – Créditos: Dragon_XXC/Pixabay
Longyearbyen, no arquipélago de Svalbard, entre a Noruega e o Polo Norte, é um tanto peculiar. A cidade mais setentrional do planeta tem mais de mil ursos e seus poucos mais de 2 mil habitantes enfrentam, de três a quatro meses seguidos do ano, a escuridão. Não faz sol por lá na época de inverno.
Mas há algo inusitado que foi decretado pelo governo norueguês desde 1950: é proibido morrer e ser enterrado em Longyearbyen. Isso porque, em seu dia mais quente, as temperaturas chegam a meros 7 graus, enquanto nos mais frios, podem bater os -43ºC, o que torna inviável “cavar” um buraco profundo no gelo. Mas não é só isso!
Devido ao congelamento causado pelo ambiente extremamente frio, os corpos não se decompõem – e o pior: vírus e bactérias continuam mais vivos do que nunca! Em 1998, um grupo de cientistas conseguiu exumar alguns corpos que morreram em decorrência da Gripe Espanhola em 1918 e recuperar amostras vivas do vírus mortal.
Portanto, quando alguém está no fim da vida, é levado para o continente, a mais de 2 mil quilômetros dali. As cremações só acontecem quando há casos excepcionais e necessitam de autorização. Nascimentos também não são permitidos e as gestantes partem para outros lugares com pelo menos um mês de antecedência do parto.
A triste história da Ilha dos Gatos em extinção no Japão

Ilha dos Gatos, no Japão, está em “extinção” – Créditos: aoshima_cat/Instagram
Aoshima já foi uma atração turística, mas agora está fadada à extinção. Com apenas 425 mil metros quadrados, a ilha japonesa recebeu muitos gatos para combater a infestação de ratos dos barcos pesqueiros. Mas os felinos se reproduziam sem controle, o que fez a ilha ser conhecida como “Ilha dos Gatos”, chegando a um pico de 36 gatos para 1 humano.
O maior índice populacional de Aoshima foi em 1945, com cerca de 900 habitantes. Em 2013, eram apenas 50 pessoas e 120 gatos. No início, pela quantidade de felinos, a ilha atraía a atenção dos turistas, mas o difícil acesso (feito com uma única balsa) e a falta de comércio (não há restaurantes, lojas e nem mesmo as famosas máquinas de venda automática), contribuíram para a queda de interesse.
Combinado com o movimento de jovens abandonando o interior rural do Japão e indo às grandes cidades e o colapso da pesca de sardinhas na região, Aoshima se tornou insustentável. Em 2018, os próprios moradores decidiram castrar os gatos da ilha devido à falta de cuidados e qualidade de vida, já que muitos estavam cegos e com problemas respiratórios por conta da consanguinidade.
Até 2023 haviam apenas 4 humanos com mais de 75 anos residentes na ilha e estima-se que agora sejam apenas 40 felinos, todos já idosos. As autoridades também informaram que quando não houver mais moradores na ilha, o serviço de balsa será interrompido. O fim, todos sabem, está próximo.
A cidade debaixo do solo quente da Austrália
Se você estiver de passagem por algumas pirâmides de areia, de terras pálidas com alguns arbustos aqui e ali e avista canos brancos saindo do chão, provavelmente está vendo Coober Pedy, na Austrália. A cidade mineradora possui 2.500 habitantes que vivem…no subsolo.

Deserto de Breakaways, onde fica Coober Pey – Créditos: pen_ash/Pixabay
Com picos de altas temperaturas que podem chegar a 52ºC e tempos gélidos de inverno na casa dos 2ºC, a “descoberta” de uma passagem subterrânea aconteceu por acaso. Em 1963, um homem notou que suas galinhas estavam desaparecendo por um buraco que ele mesmo cavou e que, sem querer, mostrou-se um labirinto de nichos. Essa era Derinkuyu, uma cidade construída no século VIII a.C.
Coober Pedy se desenvolveu desde então, em cima com alguns poucos prédios e casas espaçados uns dos outros, mas é em baixo que o mundo acontece. As construções necessitam estar a 4 metros de profundidade para que os telhados não desabem, o que mantém a temperatura ambiente em 23ºC.
Cerca de 60% da população vive no subsolo e a cidade desenvolve a sua própria eletricidade – 70% provenientes de energia eólica e solar. Os insetos detestam ficar ali, por isso só existem na superfície, além da proteção natural contra eventos climáticos – inclusive terremotos -, e efeitos sonoros e luminosos.
Além disso, é possível comprar uma casa por “apenas” R$ 140 mil. Construir uma casa leva um mês, sem a necessidade de materiais extras – a própria rocha opala tem seu valor e é altamente moldável.
A cidade não tem só casas: há igrejas, hotéis, restaurantes, lojas e até motéis. É a vida acontecendo onde menos se espera.
Para Saber Mais
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