A GOL recorreu ao mercado secundário para reforçar sua frota com cinco Boeing 737-800 ex-Southwest, em meio aos atrasos nas entregas do 737 MAX, enquanto mantém pendentes mais de 70 aeronaves encomendadas à Boeing.
A GOL Linhas Aéreas concluiu a incorporação de cinco Boeing 737-800 à sua frota, adquiridos no mercado secundário junto à norte-americana Southwest Airlines. A operação tem como objetivo compensar os atrasos nas entregas de novos Boeing 737 MAX, que vêm afetando o planejamento de capacidade da companhia brasileira.
As aeronaves chegaram ao Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, onde está localizado o principal centro de manutenção da GOL. Os voos de translado incluíram escalas técnicas para reabastecimento em Punta Cana, no Caribe. Os jatos, com idade média de 12 anos, receberam as matrículas brasileiras PR-GKA, PR-GKB, PR-GKC, PR-GKD e PR-GKE.
Reforço operacional diante dos atrasos do 737 MAX
A entrada desses cinco 737-800 Next Generation ocorre em um momento de restrição na disponibilidade de aeronaves novas, provocada pelos sucessivos atrasos nas entregas do Boeing 737 MAX 8. Ao recorrer ao mercado secundário, a GOL busca preservar sua malha aérea doméstica e regional, evitando cortes mais profundos de frequência ou capacidade enquanto aguarda a normalização do cronograma do fabricante.
Esse movimento se soma à incorporação, em janeiro de 2025, de um Boeing 737 MAX 8 de matrícula PS-GPQ, que também esteve anteriormente vinculado à Southwest. Essa aeronave teve uma trajetória particular: foi utilizada originalmente como avião de testes da Boeing e chegou a receber a pintura da companhia norte-americana antes de ser destinada à frota da GOL, no contexto do processo de modernização da empresa.
Frota atual e encomendas pendentes
Com a chegada desses aviões, a frota da GOL passa a contar com uma combinação de aeronaves das famílias 737 NG e 737 MAX. Atualmente, a companhia opera 59 Boeing 737 MAX 8, 62 Boeing 737-800, 12 Boeing 737-700 e nove Boeing 737-800 convertidos para cargueiros (737-800SF).
No pipeline de entregas, permanecem pendentes 43 Boeing 737 MAX 8 e 30 Boeing 737 MAX 10. A expectativa da empresa é que a retomada gradual das entregas permita, ao longo do tempo, reduzir a dependência de aeronaves mais antigas e avançar no plano de padronização e eficiência operacional.
Estratégia de curto prazo
A incorporação de aviões usados, prática recorrente no setor em momentos de escassez de capacidade, r]é uma solução de curto prazo adotada pela GOL para manter a regularidade de sua operação. Enquanto o fluxo de novas aeronaves não é normalizado, os 737-800 provenientes da Southwest assumem um papel essencial na sustentação da oferta de voos no mercado brasileiro e em rotas regionais da América do Sul.
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