Portadores dos cartões Amex Platinum e Centurion vão perder o acesso aos lounges da Lufthansa a partir de outubro de 2026, marcando o fim de uma parceria pouco conhecida, mas bastante valorizada por quem passava pelos principais hubs da companhia na Alemanha.
Uma das parcerias mais específicas, e valiosas para quem conhecia, dentro do universo de cartões premium está com os dias contados. A American Express confirmou que deixará de oferecer acesso às salas da Lufthansa a partir de outubro de 2026, encerrando um benefício que existia desde 2017.
Fim de acesso às salas da Lufthansa já tem data

A American Express informou que seus clientes deixarão de ter acesso às salas da Lufthansa a partir de 1º de outubro de 2026. A mudança afeta principalmente os portadores dos cartões Platinum e Centurion, que atualmente conseguem entrar em diversas salas da companhia aérea na Alemanha.
O benefício funcionava de forma relativamente ampla: clientes Amex Platinum podiam acessar lounges Business voando em econômica e até salas Senator ao viajar na classe executiva da Lufthansa. Já os clientes Centurion tinham acesso às salas First Class, com exceção do exclusivo First Class Terminal em Frankfurt.
Era um benefício pouco divulgado, mas extremamente interessante para quem transitava por hubs como Frankfurt e Munique.
Um fim que surpreende pelo timing
O encerramento chama atenção por um motivo específico: a parceria havia sido expandida há poucos meses. Isso indica que houve uma mudança recente de estratégia, seja do lado da American Express, da Lufthansa. Ou de ambos.
Em comunicado, a Amex confirmou apenas o básico:
“Os portadores de cartões American Express® não terão mais acesso às salas VIP da Lufthansa a partir de 1º de outubro de 2026.
Os portadores de cartões American Express elegíveis continuarão tendo acesso a mais de 1.550 salas VIP em aeroportos em todo o mundo, incluindo 32 locais na rede Centurion Lounge Network — e podem encontrar uma lista atualizada das salas VIP em www.americanexpress.com/findalounge. Além da rede Centurion Lounge Network, os portadores de cartões podem continuar a desfrutar do acesso a outras salas VIP parceiras, incluindo: Delta Sky Club®, Escape Lounges, Plaza Premium Lounges e Priority Pass Select.”
Ou seja, a empresa tenta reforçar que o ecossistema segue robusto, mas evita entrar nos motivos do rompimento.
O que pode estar por trás do fim da parceria
Sem confirmação oficial, algumas leituras fazem sentido.
Do lado da Lufthansa, a pressão sobre suas salas VIP é crescente. Os lounges da companhia, especialmente em Frankfurt, são conhecidos pela lotação frequente. Reduzir acessos indiretos pode ser uma forma de aliviar esse problema, ainda que o volume vindo da Amex provavelmente não fosse dominante.
Já pela Amex, a equação deve ser financeira. Parcerias desse tipo envolvem pagamentos por acesso, e não seria surpresa se os custos tenham subido a um ponto que deixou de fazer sentido manter o acordo.
Há também um outro fator importante. Dentro da Alemanha, muitos clientes utilizavam o cartão Platinum justamente como alternativa ao status no Miles & More. Com o fim do benefício, esse “atalho” deixa de existir.
Impacto prático para o passageiro
O acesso aos lounges da Lufthansa sempre foi um benefício mais de nicho, condicionado a voos com o grupo Lufthansa e limitado aos aeroportos na Alemanha, onde o acordo com a Amex era válido.
Ainda assim, há um grupo que será diretamente afetado. Brasileiros que utilizam a Lufthansa para viagens à Europa, Ásia ou Oriente Médio, perdem uma vantagem extremamente relevante. Era uma forma relativamente simples de acessar lounges de alto padrão, especialmente as salas Senator, sem depender de status elite em programas da Lufthansa ou da Star Alliance.
Isso era especialmente útil em voos longos com conexão na Alemanha. Em um roteiro típico Brasil–Europa–Ásia, por exemplo, o passageiro conseguia transformar uma conexão longa em uma experiência mais confortável, sem precisar voar em classe executiva ou acumular status.
Para os clientes Centurion no Brasil, o impacto é ainda mais sensível. O acesso às salas First Class da Lufthansa, mesmo com limitações, era um dos perks mais exclusivos disponíveis fora do ecossistema próprio da Amex. Não é algo facilmente substituível, nem mesmo dentro da própria rede da Amex.
Tome nota
O fim da parceria não muda o jogo para a maioria dos clientes, mas elimina um benefício diferenciado que poucos exploravam bem. Para quem voa com frequência pela Alemanha ou utilizava a Lufthansa como hub principal, é uma mudança que será sentida.
Mais do que isso, o caso mostra como até acordos aparentemente consolidados podem mudar rapidamente.
Apesar da mudança, a American Express mantém uma das maiores redes de acesso a lounges do mercado.
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