Começando hoje, passageiros que embarcam em voos da Air France a partir de Abidjan passam a ter acesso a cardápios exclusivos desenvolvidos por Mory Sacko, chef com estrela Michelin, em uma iniciativa que será estendida a outras rotas africanas.
A Air France passará a contar com a assinatura do chef Mory Sacko nos menus servidos em voos que partem de destinos da África Subsaariana rumo à Paris-Charles de Gaulle. Será a primeira vez que um chef com estrela Michelin desenvolve cardápios exclusivos para a companhia aérea em rotas com origem na região.
A estreia acontece hoje (15), nos voos entre Abidjan, na Costa do Marfim, e Paris. Inicialmente, as criações estarão disponíveis nas cabines da classe executiva e La Première. Ao longo do ano, os pratos também serão incorporados à classe executiva em voos que partem de Cotonou, Dakar, Libreville e Nairóbi.
Estreia a partir da Costa do Marfim

A escolha de Abidjan inaugura a aplicação do modelo de chefs convidados da Air France em voos com origem na África Subsaariana, algo até então restrito a mercados como Ásia, Américas e territórios ultramarinos franceses. Para essa rota, Mory Sacko desenvolveu um total de 24 pratos originais: 12 destinados à cabine La Première e outros 12 para a executiva. As opções contemplam pratos vegetarianos, peixes, carnes vermelhas e aves, que serão introduzidos de forma gradual nos próximos meses.
Durante o inverno europeu, a Air France opera até dois voos diários entre Abidjan e Paris-Charles de Gaulle. As novas opções gastronômicas passam a integrar essa malha regular, sem alteração anunciada na frequência ou no modelo operacional da rota.
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Menus da executiva La Première
Na cabine La Première, entre as receitas estão o frango cozido em leite de coco, acompanhado de arroz pilaf, cenoura e aipo — uma releitura de um preparo clássico francês com ingredientes amplamente utilizados na culinária local. Outra opção é o robalo cozido em folha de bananeira, servido com molho vierge, creme de abacate e acheke, prato tradicional marfinense à base de mandioca fermentada.
Menus da executiva
Na classe executiva, os passageiros poderão encontrar pratos como nhoque com creme de milho e cebolinha — ingrediente central em diversas cozinhas africanas — além de robalo e camarões servidos em um caldo apimentado inspirado na bouillabaisse, acompanhado de legumes pochê. A proposta é aproximar referências das sopas de peixe da África Ocidental de técnicas e sabores do Mediterrâneo.
Segundo a Air France, os cardápios priorizam ingredientes sazonais e cadeias curtas de fornecimento, especialmente nas rotas africanas, embora a companhia não detalhe como essa logística será operacionalizada em cada destino.
Estratégia global de chefs convidados
A colaboração com Mory Sacko segue o modelo adotado pela Air France de designar chefs reconhecidos internacionalmente para os menus servidos nas cabines premium, de acordo com o ponto de origem dos voos de longa distância.
Em Singapura, os menus da La Première e executiva são assinados por Julien Royer, chef com três estrelas Michelin. Na ilha da Reunião, a companhia colabora com Jofrane Dailly, que combina ingredientes locais com influências indianas. Já nos voos que partem das Antilhas Francesas e da Guiana Francesa, o responsável pelos cardápios da executiva é o chef martinicano Jean-Charles Brédas.
Na América do Norte, Olivier Perret assina os menus da executiva em voos a partir do Canadá, enquanto, nos Estados Unidos, a Air France trabalha com Daniel Boulud para pratos à base de carnes e aves, e com Dominique Crenn para opções vegetarianas e de peixes. As sobremesas nessas rotas ficam a cargo de Laurent Le Daniel, detentor do título de Meilleur Ouvrier de France.
No Japão, os menus das cabines La Première e executiva são desenvolvidos por Olivier Chaignon, chef do restaurante L’Osier, em Tóquio.
Presença de Sacko na malha africana
Embora o chef já integre o grupo de chefs parceiros da companhia, a partir deste mês, Mory Sacko passa a ser o responsável por todos os menus da La Première e da executiva nos voos que partem de Abidjan. A expansão para outros destinos africanos ocorrerá ao longo do ano, inicialmente restrita à cabine executiva.
Com a introdução dos menus assinados por Mory Sacko, a Air France passa a aplicar em rotas africanas o mesmo modelo de curadoria gastronômica já utilizado em voos que partem da Ásia, Américas e territórios ultramarinos franceses.
Quem é o chef Mory Sacko

Chef francês de origem malinense, Mory Sacko ganhou projeção na gastronomia francesa após abrir o restaurante Mosuke, em Paris, em 2020, onde combina referências da culinária africana e japonesa com técnicas da alta cozinha francesa.
Criado na região parisiense, iniciou-se cedo na hotelaria e passou por cozinhas de hotéis de luxo como Royal Monceau, Shangri-La e Mandarin Oriental, trabalhando com chefs como Hans Zahner e Thierry Marx. O reconhecimento veio rapidamente: em 2021, o Mosuke recebeu uma estrela Michelin.
Sacko também ampliou sua atuação para além da alta gastronomia, com a criação da marca Mosugo, voltada ao comfort food, e com presença regular na televisão francesa, onde apresenta um programa semanal de culinária. Em 2026, tornou-se o primeiro chef a assinar menus das cabines La Première e executiva da Air France em voos de longa distância com origem em destinos africanos selecionados.
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