A nova tendência das empresas aéreas: A redução de benefícios da classe executiva

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A nova tendência das empresas aéreas: A redução de benefícios da classe executiva
Drink de boas-vindas na Qatar Airways

Quando se escolhe uma tarifa pagante na classe executiva, as cias áreas, normalmente, oferecem pelo menos duas opções de tarifas: a básica e a premium (também conhecida como flex) que até pouco tempo atrás ofereciam os mesmos benefícios.

Tarifas Básica e Premium

A primeira tarifa compreende os benefícios básicos e que normalmente estão presentes em um bilhete de classe executiva, como a seleção gratuita prévia de assentos, opção de despachar bagagens de forma gratuita, acesso ao lounge da própria companhia ou conveniado, embarque e check-in prioritários, fast track, entre outros.

Já a segunda opção de tarifa, que é mais cara, oferece, além dos benefícios da tarifa básica, acima listados, um percentual maior de ganho de milhas, e, sobretudo, uma flexibilidade no cancelamento e remarcação da passagem sem custos.

Pois bem, desde meados de 2019 para cá, é possível constatar uma tendência das cias aéreas (ao menos da parte de algumas) de redução dos benefícios presentes na tarifa básica (caso da Emirates), ou, ainda, de criação de uma nova tarifa, com redução dos benefícios existentes na tarifa básica (caso da Finnair).

Ao que parece, o que já ocorreu com as tarifas pagantes em classe econômica, irá também atingir as emissões em classe executiva.

Diante disso, propõe-se a discorrer acerca dessas alterações, e, ao final, questionar a possibilidade destas prejudiciais alterações serem estendidas para os bilhetes prêmio (award), que nós, milheiros viajantes, resgatamos com a utilização das milhas.

A Tendência de Redução dos Benefícios que vem Ocorrendo

Como frisado acima, algumas cias vem, paulatinamente, implementando uma série de alterações nas tarifas de classe executiva, podendo levar à conclusão de que esta seja uma nova tendência mundial no mercado da aviação.

Uma das primeiras a assim proceder foi a Emirates (código IATA: EK), que, em meados de 2019, criou uma tarifa “special”, que, diferentemente das outras três tarifas até então existentes (“saver, flex e flex plus”), não mais possibilita a marcação livre de assentos, passando a ter algumas restrições, como não mais contar com os serviços de chofer, acesso ao lounge, possibilidade de upgrade para a primeira classe, restrição para o cancelamento do bilhete e maiores taxas para remarcação.

Na sequência (meados de novembro de 2020), a Qatar (código IATA: QR) anunciou que passaria a ter três tarifas na sua classe executiva (classe tarifária “R”), a saber: Classic, Comfort e Elite. Com isso, a tarifa básica não mais permite acesso ao lounge e marcação antecipada do assento (que é permitido somente no check-in).

Mais recentemente, foi a vez da Finnair (código IATA: AY) revelar a criação da tarifa de classe executiva “light”, cujas restrições foram ainda mais fortes, já que o bilhete adquirido nesta tarifa sequer permite o despacho gratuito de bagagens, além de não permitir alterações e cancelamentos, e somente possibilitar a marcação de assentos e o acesso aos lounges mediante o pagamento de uma taxa (pasmem!!).

Diante destas prejudiciais mudanças, forçoso questionar se esta política poderá ser estendida para a classe executiva nas tarifas prêmio, isto é, em emissões award.

Uma Possível Adoção Extensiva Desta Política para os Bilhetes Prêmio?

A fim de responder este questionamento, impõe-se, primeiramente, questionarmos o porquê de algumas cias realizarem estas alterações. Para evidenciar o real motivo que eu acredito tenha levado a estas mudanças, colaciona-se um print de tela das opções de tarifas pagantes na classe executiva em uma simulação de compra de uma passagem em classe executiva junto ao site da Finnair:

Vejam que a diferença de preço entre a tarifa “light” e a “classic” é pequena, caso tenhamos presente a quantidade de benefícios (1×6) ofertados em cada uma, destacando-se a necessidade de pagar uma taxa para despacho de bagagem.

Logo, é possível concluir que o real objetivo da referida cia (e, possivelmente, das demais) ao criar a nova tarifa na classe executiva é disfarçar um aumento nas tarifas. Afinal, parece que se a intenção fosse outra, diante da severa diminuição dos benefícios, a diferença de preço entre a modalidade “light” e a “classic” deveria ser substancial, e não com um deságio da ordem de 10%, apenas.

O que Esperar em Relação às Tarifas Prêmio

Como visto, é cada vez maior a tendência de redução de benefícios na classe executiva. Acredita-se que essa política vem sendo adotada por algumas cias como forma de angariar mais capital, realidade que, frente às dificuldades impostas pela pandemia, tende a ser cada vez mais adotada.

Neste sentido, não se pode ignorar que, futuramente, referida política também possa ser estendida para as emissões realizadas com bilhetes prêmio. Já imaginaram ser necessária a utilização de um pagamento extra (ainda que com milhas) para o despacho de bagagem, mesmo estando voando em classe executiva? Haveria, para dizer o mínimo, um grande impacto na experiência do usuário, não acham?

Caso essa alteração realmente venha a ser implementada, a solução para que o passageiro possa usufruir dos benefícios atualmente presentes nos bilhetes prêmio existentes, é possuir status na cia que está voando, ou, pelo menos, em alguma companhia que integre a mesma aliança daquela cia que estamos voando.

Tome Nota

Verifica-se uma crescente tendência das companhias áreas de reduzir os benefícios dos bilhetes pagantes em classe executiva, procedimento este que, futuramente, poderá também atingir os bilhetes prêmios emitidos com milhas.

Caso esta alteração venha a ser implementada, poderíamos imaginar a existência de cobranças de taxas, à parte, para acesso aos lounges, despacho de bagagens etc, mesmo na hipótese de o passageiro estar voando em classe executiva.

A existência de status junto à companhia (ou à aliança que que ela integra) seria uma alternativa para a utilização destes benefícios sem uma contrapartida financeira, evitando um impacto negativo na experiência do passageiro.

Não se pretende adotar um discurso e postura pessimistas com relação à redução dos benefícios que compreendem uma emissão em classe executiva, até porque esta questão está sendo tratada, neste post, apenas como uma possibilidade.

Porém, é inegável que um conjunto de medidas (em grande parte prejudiciais aos passageiros) será, em breve, implementado pelas companhias a fim de minimizar os impactos financeiros que a considerável redução das viagens por força das restrições da covid-19 causou.

E você, caro leitor, também acredita que as alterações acima referidas em relação aos bilhetes pagantes caracterizam uma tendência mundial? E, mais do que isso, possam vir a ser, futuramente, adotadas também em relação aos bilhetes prêmio, impactando diretamente na experiência do viajante? Compartilhe abaixo, nos comentários, a sua opinião.

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