Portugal anunciou o envio de 340 novos agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) para os aeroportos do país a partir de 4 de julho. A medida busca reduzir as filas nos controles de fronteira, que vêm gerando reclamações, principalmente no Aeroporto de Lisboa.
Portugal vai reforçar o efetivo de controle de fronteiras nos aeroportos do país às vésperas da alta temporada de verão. O governo confirmou que 340 novos agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) serão destacados para os terminais portugueses a partir de 4 de julho, numa tentativa de reduzir os tempos de espera enfrentados por passageiros, especialmente em Lisboa.
O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, após uma série de episódios recentes de filas prolongadas nos controles migratórios. Segundo ele, os agentes estão passando por treinamento específico para atuar nas fronteiras aeroportuárias.
“Em 4 de julho colocaremos mais 340 profissionais. Lisboa receberá 140 deles, Porto terá outros 100 e os restantes serão distribuídos entre Faro, Funchal e Ponta Delgada”, afirmou o ministro em declarações divulgadas pela emissora portuguesa SIC.
Lisboa segue no centro das atenções
O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, tem sido o principal foco das reclamações relacionadas ao tempo de espera nos controles de entrada no país. A situação ganhou repercussão nos últimos meses, em meio ao aumento do fluxo internacional de passageiros e às mudanças nos processos de controle migratório.
Na semana passada, o governo português já havia anunciado o envio de 48 agentes adicionais para Lisboa como medida emergencial, enquanto prepara a chegada do novo contingente em julho.
Segundo Luís Neves, porém, os problemas vêm diminuindo nos últimos dias.
“É importante observar como as operações têm funcionado recentemente. No último sábado, por exemplo, tivemos possivelmente o maior movimento de passageiros do ano nos aeroportos portugueses, e tudo correu muito bem”, declarou.
Debate sobre o sistema europeu de controle de fronteiras
Parte das discussões sobre as filas tem sido associada à implementação do Sistema de Entrada e Saída da União Europeia (EES), que substitui os carimbos tradicionais por registros digitais e biométricos de viajantes de países fora do Espaço Schengen.
O sistema registra informações de entrada e saída, além de dados biométricos de visitantes que permanecem até 90 dias em um período de 180 dias.
Apesar disso, a Comissão Europeia nega que o EES seja o responsável pelos congestionamentos observados nos aeroportos portugueses.
Em resposta à agência portuguesa Lusa, um porta-voz da Comissão afirmou que os desafios enfrentados por Portugal, incluindo os tempos de espera mais elevados, “não estão relacionados com problemas no funcionamento do Sistema de Entrada e Saída”.
O órgão europeu informou ainda que segue acompanhando a situação e prestando apoio às autoridades portuguesas.
Preparação para o pico da temporada
A chegada dos novos agentes nos aeroportos acontece em um momento estratégico para Portugal. Com o verão europeu se aproximando, os terminais do país se preparam para um dos períodos mais movimentados do ano, impulsionado pelo turismo internacional.
A expectativa do governo é que o reforço operacional contribua para tornar mais ágil o processo de imigração nos principais aeroportos portugueses, especialmente em Lisboa e Porto, que concentram a maior parte do tráfego internacional do país.
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